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Cultura Pop A Rigor na Colab55

Review – Godzilla vs Kong

Godzilla vs Kong

Direção: Adam Wingard
Elenco: Rebecca Hall, Millie Bobby Brown, Alexander Skarsgård, Brian Tyree Henry, Demián Bichir, Eiza González
EUA, 2020


Quando escrevi sobre Monster Hunter do Paul W.S. Anderson, deixei claro no review meu descontentamento com os filmes do Monsterverse. Os dois Godzilla são filmes que perdem muito tempo na construção de dramas humanos desnecessários. Os filmes japoneses também tem os seus, mas, nos melhores, eles estão a serviço da narrativa e nunca se tornam mais importantes que o bichão enorme derrubando as maquetes.


Os filmes americanos já seguem aquele modelo do filme-catástrofe estilo Terremoto, com vários personagens descartáveis ocupando o tempo de tela com historinhas que, por vezes, servem apenas para a clássica encheção de linguiça. O pior é que eles ainda escondem os monstros com uma escuridão irritante quando chega a hora dos esperados confrontos. Kong é um pouquinho melhor, mas ainda genérico na ação. Agora, finalmente os caras acertaram e entregaram um filme mais preocupado em promover o MMA entre as feras do que chorumela. O clima é de aventura.

O diretor Wingard é um novo queridinho da cinefilia vulgar. Gosto bem de pelo menos um filme seu, que é o Você é o Próximo (2011) e mesmo sua adaptação de Death Note (2017) não é tão ruim quanto os fãs do anime dizem ser (está longe de ser um Dragonball Evolution, por exemplo). Ao contrário dos diretores anteriores, Wingard tem consciência do que o publico desse tipo de filme quer e não demora a partir para a ação. Godzilla vs Kong não faz feio no quesito diversão em comparação com produções japonesas clássicas como Mothra vs. Godzilla (1964) e Ghidrah, O Monstro Tricéfalo (1964). E consegue ser tão gaiato em alguns momentos como sua versão japonesa de 1962.


Quem viu os filmes anteriores de Wingard sabe que ele trabalha bem com luz, cor, muito neon. Por isso tinha certeza de que finalmente, depois de dois filmes, poderia ver o Godzilla do Monsterverse com riqueza de detalhes. Ele não decepcionou e, mesmo com a luta final acontecendo pela noite, não esconde os dois personagens em momento algum. Nesse duelo final, cheguei até lembrar de Circulo de Fogo que era outro filme que consegue aproximar-se bem da linguagem do tokusatsu (o filme de efeitos especiais japonês), dando a impressão que os gigantes se defrontam em meio a maquetes como nas produções japonesas. Os efeitos especiais, vale dizer, estão superiores aos filmes anteriores. Nem Kong e nem Godzilla ficam mudando de proporção e ambos são mais carismáticos que os personagens humanos.

O núcleo humano é desinteressante como sempre nesses filmes americanos, mas pelo menos aqui funcionam de maneira pontual. Nem a chatinha Millie Bobby Brown, que retorna de Godzilla II: Rei dos Monstros, conseguiu me incomodar dessa vez. E é sempre bom olhar para a talentosa Rebecca Hall que sempre empresta alguma dignidade ao seu papel mesmo que ele não seja tão profundo.


Enfim, Godzilla vs Kong é um filme divertido, que as vezes remete ao original (Kong levado por helicópteros me lembrou o gorila carregado por balões, risos) e até Batman vs Superman: A Origem da Justiça (jurava que o Kong ia falar “save Martha” em certo momento). É o primeiro filme do Monsterverse que talvez eu reveja quando começar a reprisar incontáveis vezes na programação da TNT.


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Autor: MARC TINOCO

Cinema, música, tokusatsu e assuntos aleatórios não necessariamente nessa ordem. 

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