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Cultura Pop A Rigor na Colab55

Review – Death Note

 Death Note

Direção: Adam Wingard
Elenco: Nat Wolff, Margaret Qualley, Keith Stansfield, Willem Dafoe, Shea Wigham
EUA, 2017


É, amigos do CPR , nesse fim de semana estreou a aguardada versão americana de Death Note e vou dizer nessas mal traçadas o que achei da bagaça. “Ai meu buda, destruíram o Death Note”. “Perdi 1h40m da minha vida”… Calma, você não vai ler esse chororô por aqui. Até porque nunca li o mangá e nem vi o anime e só vi esse filme pelo hype e porque estava bem ali na Netflix.


O maior problema do filme é levar a sério demais uma trama imbecil, que ficaria bem melhor contada com algum toque de humor negro. Então, temos uma investigação policial risível, personagens mal desenvolvidos e questionamentos, até interessantes, tratados de forma extremamente rasa.


A direção até tem qualidade e a fotografia é boa, mas as sequências de mortes parecem inspiradas em Premonição (que também acho nhé). Talvez um Sam Raimi ou alguém da Troma tivesse feito horrores com elas.

O protagonista Nat Wolff parece querer imitar as melhores performances do genial Nicolas Cage, mas não consegue, né, Moisés? Seu melhor momento é quando se assusta com o cramulhão e fica gritando desesperadamente, tal qual o Pernalonga no castelo do cientista maligno em Water, Water Every Hare. Nem vou falar do L (o personagem) porque vai que é doença.


Os maiores destaques de Death Note são a gatinha Margaret Qualley, meio que uma mistura de Eva Green com a Kristen Stewart (acho que a menina tem futuro), e Willem Dafoe emprestando a voz para Ryuk. O ex-Duende Verde ficou perfeito como o capiroto. Pena que apareça tão pouco…


Enfim, Death Note é um filme meia-boca que seria bem mais bacana se não tivesse medo de meter o pezinho no trash ou ser um pouquinho politicamente incorreto pelo menos. Ficou um filminho nhé que some da memória assim que termina. Ou pelo menos é o que deveria acontecer, mas tem uma galera que ficou chorando as pitangas por causa da coisa nas redes sociais o fim de semana inteiro.


Menos, menos…


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Autor: MARC TINOCO

Cinema, música, tokusatsu e assuntos aleatórios não necessariamente nessa ordem. 

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