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Cultura Pop A Rigor na Colab55

Review - A Fortaleza Infernal

A Fortaleza Infernal 

The Keep
Direção: Michael Mann
Elenco: Scott Glenn, Alberta Watson, Jürgen Prochnow, Gabriel Byrne, Ian McKellen, Robert Prosky
EUA, 1983



Michael Mann é mais conhecido por dirigir filmes que abordam o mundo de crime, nos quais realiza complexos estudos de personagens. Obras-primas como Fogo Contra Fogo, Colateral, Miami Vice e Profissão: Ladrão, seu primeiro longa. Todos filmes policias bem... odeio citar essa palavra quando falo de cinema pois me lembra certos diretores e seus fãs, mas... sim, realistas. Curiosamente o segundo filme que Mann dirigiu foi uma fantasia, misturando horror e ficção cientifica. 




Até hoje, A Fortaleza Infernal é o seu único trabalho com os gêneros fantásticos. Completando a filmografia do diretor, que é um dos meus favoritos, assisti dias desses e foi uma boa experiência. Baseado no livro de F. Paul Wilson (que não li) é um filme com visual arrebatador, como tudo que Mann dirigiu. Quando falam que é trash (como já li por ai), não acreditem. Michael Mann nunca dirigiu nada trash. Não que dirigir trash venha a ser algum demérito. Eu gosto de trash, mas A Fortaleza Infernal definitivamente não é um. 

A trama se passa durante a Segunda Guerra Mundial, quando soldados nazistas ocupam um forte localizado em uma pequena cidade romena. Existem várias cruzes no local que teria sido construído para impedir que alguma coisa saia para o mundo exterior. Logo nazistas começam a ser trucidados e os comandantes recorrem a um pesquisador judeu para descobrir o que acontece. Surge também um homem misterioso que sente que algo maligno despertou e parte imediatamente para o local.




A Fortaleza Infernal é um daqueles filmes que sofreu bastante até chegar aos cinemas. Responsável pelos efeitos de obras como Superman: O Filme (1978) e 2001: Uma Odisséia no Espaço (1968), o supervisor de efeitos especiais Wally Veevers faleceu duas semanas após o início da pós-produção. Não bastasse isso, a Paramount não quis saber do primeiro corte de Mann, que tinha cerca de três horas de duração. O longa ficou com 90 minutos e alguns quebrados e muita coisa ficou no chão da sala de edição. Claro que, assim como aconteceu Lynch com Duna, Mann não morre de amores pela obra.




A Fortaleza Infernal é então o filme mais esquecido do diretor e odiado por amantes de roteiro por considerarem o resultado final confuso. Não é o meu caso. Achei A Fortaleza Infernal um grande desbunde visual. Mesmo o envolvimento amoroso do herói misterioso e a filha do pesquisador não me incomodou, considerando a natureza mágica dos eventos. A trilha do grupo Orange Dream ajuda mais a criar um clima atmosférico de sonho/pesadelo onde um dos personagens terá de fazer, de fato, uma escolha difícil. Gostei muito também da aparência da criatura quando esta se revela. Me lembrou o Apocalipse, adversário do grupo mutante dos quadrinhos conhecidos como X-Men, esse vilão surgiu na revista X-Factor 6, publicada em Julho de 1986, e também apareceu no cinema no filme X-Men: Apocalipse (2016), mas com um visual pífio, pouco intimidador. O ser sombrio aqui sim, parece uma coisa antiga e ameaçadora.




Não é um filme perfeito e claro que eu adoraria um #ReleasetheMannCut, mas A Fortaleza Infernal  me fascinou do jeito que é. Recomendo uma sessão dupla com Operação Overlord (2018), produção que também mostra um confronto com nazistas em meio a uma situação fantástica.



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Autor: MARC TINOCO

Cinema, música, tokusatsu e assuntos aleatórios não necessariamente nessa ordem. 

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