O Jogo da Imitação

The Imitation Game
Direção: Morten Tyldum
Elenco: Benedict Cumberbatch, Keira Knightley, Matthew Goode, Charles Dance, Mark Strong, Rory Kinnear, Matthew Beard.
Reino Unido/E.U.A, 2014


O Jogo da Imitação, pode-se dizer que é o representante inglês nos indicados ao Oscar 2015, embora seja co-produção com os E.U.A. Ele é o segundo longa do Norueguês Morten Tyldum e conta a história do gênio matemático Alan Turing, um pioneiro da computação que criou uma máquina que desvendou os códigos de comunicação da Alemanha na Segunda Guerra Mundial, acelerando a vitória dos aliados.

O filme destaca a personalidade de Turing, distante, tímido e um tanto arrogante, apesar do principal foco do filme ser o trabalho para desvendar o código dos Nazistas, o “Enigma”, e evitar o afundamento dos navios aliados e as mortes de mais soldados. Ao mesmo tempo, temos o desenvolvimento da relação dele com sua equipe e as pressões da Marinha Britânica e do MI6. O filme ainda aborda os conflitos com a sua homossexualidade, considerada crime na Inglaterra da época.


Os méritos do filme estão em se centrar nas contribuições de Turing para vencer a guerra e ainda aponta outras façanhas dele que poucos sabem hoje em dia, o seu legado para a informática e afins, por exemplo, o “Jogo da imitação” do título é um teste ainda usado para apontar a capacidade de inteligência artificial de máquinas e programas. Ele também criou um dos primeiros protótipos de computador.  

Destaque também para a boa atuação de Benedict Cumberbatch ( o Sherlock Holmes da série, Khan do “Star Trek” mais recente e futuro Dr. Estranho), que concorre ao Oscar de Melhor Ator. Keira Knightley está correta, mas não tem fôlego para ganhar a estatueta de atriz coadjuvante de Patrícia Arquette por “Boyhood".


Porém, O Jogo da Imitação é aquela típica cinebiografia preguiçosa e burocrática. Quer ser palatável e apela para o sentimentalismo. Mesmo quando aborda a homossexualidade de Turing, considerada crime na Inglaterra da época,  a ideia não é mais emocionar com seu sofrimento do que problematizar o pensamento da época. Tanto que o modo injusto como foi tratado pelo país no pós-guerra, é apenas uma nota no final do filme. 

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Dré Tinoco

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