Brigitte Bardot, um dos maiores ícones da França e uma das mulheres mais belas da história, símbolo sexual dos anos 50 e 60

 Brigitte Anne-Marie Bardot nasceu em Paris no dia 28 de Setembro de 1934. Tornou-se uma estrela mundialmente conhecida em 1957, quando seduziu a plateia no filme “...E Deus Criou a Mulher”. Ousada, em uma época de repressão ainda maior que hoje, já era uma mulher considerada livre.  Simone de Beauvoir a definiu como “uma locomotiva da história das mulheres”.




 Surgiu uma verdadeira “Bardot mania", na época, Bardot era a atriz não-americana mais influente do mundo. Seu jeito femme fatale, seus cabelos longos e loiros, inspirou por anos a moda e o  comportamento feminino.








Filha de um industrial da alta burguesia francesa e uma bailarina, influenciada pela mãe estudou balé e musica no Conservatoire National Supérieur de Musique et de Danse de Paris. No cinema Brigitte estreou aos 17 anos com o filme “Le Trou normand” de 1952; em seu segundo filme, “Manina, la fille sans voile” fez cenas de biquíni que fizeram seu pai ir à Justiça tentar impedir que as cenas passassem no cinema, porém, não conseguiu. 





A partir daí fez diversos filmes como “Helena de Troia”; com a nouvelle vague francesa iniciando estrelou “...E Deus Criou a Mulher”. O filme estourou nos Estados Unidos, as cenas sensuais rodaram o mundo, causando polêmicas, sendo proibido em alguns países e condenado pela Liga da decência católica. A cena de Brigitte dançando descalça em uma mesa é até hoje uma das mais sexys da história do cinema.


Nos anos 1950 o maior símbolo sexual da época, Marilyn Monroe, havia estado nas telas apenas de maiô, dá para imaginar porque a comoção, porém esse seu lado sexy e seu sotaque teriam a impedido de se dá melhor em Hollywood, mas não que isso importe, ela era a mais famosa atriz europeia e, na década de 1960, Londres e Paris eram os polos da moda e comportamento.

 Fez ainda filmes como “Babette Vai à Guerra” (1959). “ A Verdade” de 1960, indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Em 1962, trabalhou com Louis Malle e Marcello Mastroianni em “Vida Privada”, um filme quase autobiográfico; em 1963, ela fez o filme de Jean-Luc Godard, “O Desprezo”; atuou também em “Histórias Extraordinárias”, com Alain Delon; “Viva Maria!” com Jeanne Moreau, pelo qual concorreu ao BAFTA de Melhor Atriz Estrangeira, além de vários outros filmes, fez musicais de televisão e até gravou discos. 

Com Alain Delon

Em 1973 chocou novamente a família conservadora ao realizar cenas de sexo  com a atriz Jane Birkin em “Don Juan”. Ainda em 1973, filmou seu último filme “Colinnot Trousse-Chemise”, a partir daí abandonou as telas do cinema.

Com Jane Birkin

Mesmo afastada há quatro décadas, ela continua sendo um ícone de sensualidade, inspirando a moda e artistas. Hoje, morando no sudoeste da França, segue como ativista pelos direitos dos animais:  tornando-se vegetariana, criou a Fondation Brigitte-Bardot, liderando campanhas contra a caça das baleias e focas, experiências em laboratório com animais, rinhas entre cães e contra o uso de casacos de pele. Porém, também se envolveu em polêmicas com imigrantes árabes, por causa dos protestos contra sacrifício de animais em rituais do islamismo; e com homossexuais, por ser contra a adoção de crianças por eles. Hoje é casada com um membro da extrema direita francesa e já cogitou concorrer a eleições na França em um partido ecológico. 


Brigitte além de tornar Saint Tropez, na França, popular ao se mudar para lá nos anos 1960, no verão de 1964, também transformou para sempre a vida na cidade do litoral do Rio de Janeiro, Armação dos Búzios, que era distrito de Cabo Frio, onde se hospedou com o namorado; depois disso, Búzios ficou famosa, virou município e aumentou a entrada de turistas. Em sua homenagem , a Prefeitura criou a Orla Bardot, na Praia da Armação, com uma estátua de bronze da atriz em tamanho natural e há outras referências a ela em toda a cidade. 


Brigitte em Búzios


Bardot é reconhecida por ter popularizado o biquíni, por lançar as sapatilhas para uso no dia a dia; foi idolatrada por John Lennon e Paul McCartney, que queriam fazer um filme dos Beatles com ela, mas nunca saiu; Bob Dylan dedicou a ela a primeira música que compôs na vida e seu nome consta em diversas músicas de variados artistas como Elton John, Red Hot Chili Peppers, The Who, Caetano Veloso, entre outros.

Com Pablo Picasso


Para terminar, vamos ouvi-la


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Dré Tinoco

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