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Cultura Pop A Rigor na Colab55

Review – Dois Irmãos – Uma Jornada Fantástica

Dois Irmãos – Uma Jornada Fantástica

Onward
Direção: Dan Scanlon
Elenco: Tom Holland, Chris Pratt, Julia Louis-Dreyfus, Mel Rodriguez, Octavia Spencer, John Ratzenberger, Tracey Ullman
E.U.A., 2020


Conferi já há alguns meses “Dois Irmãos – Uma Jornada Fantástica” tradução sem graça para “Onward” (Avante) no original, “Bora Lá” (rsrs) em Portugal. Nova animação da Pixar, o filme estreou nos cinemas em março, mas devido a pandemia de Covid-19 que tornou necessário fechar os cinemas, teve seu lançamento nas mídias digitais adiantado para diminuir a perda financeira. Fiquei de escrever sobre não só por ter gostado, mas porque é Pixar, portanto provavelmente será candidato ao Oscar de animação no ano que vem, assim já fica aqui a crítica do CPR.

Com referências a diversas produções da cultura pop, “Dois irmãos” se passa num mundo de elfos, fadas, centauros e outros personagens fantásticos; ao mesmo tempo é como nosso mundo, esses personagens vivem seu cotidiano como qualquer pessoa, trabalhando, cuidando da família, etc. A história conta que a magia de tempos atrás foi aos poucos sendo esquecida e substituída pela tecnologia. A trama ocorre na cidade de New Mushroomton e acompanha a família de elfos Lightfoot: a mãe, Laurel, e seus dois filhos; o mais novo, Ian (Holland), estudioso e introvertido, e o mais velho, Barley (Pratt), mais falador, fã de magia e RPG. No dia em que completa 16 anos, Ian ganha um cajado de sua mãe. Esse cajado foi deixado por seu falecido pai. Assim, ele descobre que, junto de uma pedra mágica, poderia fazer um feitiço para trazer o pai, de quem não tem lembranças, de volta à vida por 24 horas.


Esse é o início da jornada do título em português, pois o feitiço dá errado e só metade do corpo reaparece. Então, Barley convence Ian a partir numa viagem em sua van em busca de uma maneira de completar o feitiço, eles vão levando com eles a metade do pai, o que renderá gags engraçadas durante o filme. A jornada, como é de se esperar em produções como essa, terá aventura, humor, principalmente pelo relacionamento de personagens tão diferentes, seja os dois irmãos ou as personagens das ótimas Julia Louis-Dreyfus, que dá voz a mãe elfa e Octavia Spencer que faz a Manticora, além de aprendizado e amadurecimento, enquanto buscam o objeto mágico a lá “O Senhor dos Aneis”.


Em “Dois irmãos” a Pixar novamente aborda muito bem sentimentos e emoções humanas em meio a um universo que criaram repleto de aventura e fantasia, mas que nada mais é do que uma representação do que muitos de nós vivemos. É a mesma abordagem vista, por exemplo na questão da morte em “Viva – A vida é uma festa”, o crescer e o desenvolvimento dos sentimentos em “Divertida Mente”, amadurecimento também foi o tema central em “Toy Story 3”, que fechou tão bem a história de Andy, Woody e a turma, mas fizeram o quatro, que não é ruim, mas não precisava.


Aqui o tema central é como os irmãos muito diferentes lidam com a perda do pai, o quanto isso tem influência no relacionamento deles e o aprendizado que terão sobre os próprios sentimentos de um com o outro. Assim, a carga emocional do filme é certeira, mesmo que, ao menos para mim, “Viva – A vida é uma festa” e “Toy Story 3” ainda tenham tocado mais. Porém, não importa como é sua família, se tem irmão ou não, em algum momento de “Dois Irmãos” você vai lembrar de algo relacionado a ela.


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Autor: DRÉ TINOCO

Professor de Geografia, cinéfilo nas horas vagas 

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