Shaider foi um dos poucos seriados tokusatsu que eu ainda não havia conferido quando exibido por aqui naquele boom do gênero  que aconteceu entre o final dos anos 80 e inicio dos 90 na TV brasileira.



Uchuu Keiji (policiais do espaço) é uma trilogia de séries anteriores ao famoso Jaspion, que vieram na cola deste pra cá por causa da semelhança com o Tarzan galáctico. Foram três policiais do espaço (Gavan, Sharivan e Shaider) e suas séries eram ligadas cronologicamente. Como aqui é bagunça, elas foram exibidas fora de ordem e em canais diferentes.


Shaider foi o terceiro uchuu keiji e o menos conhecido das massas por aqui, visto que estreou na TV Gazeta e, quando foi pra Globo, ocupava as madrugadas da emissora ou as manhãs de sábado (tipo 7h30), de forma que eu havia assistido uns dois episódios do tira azulado quando moleque e só corrigi isso recentemente, graças a "locadora".

Se Gavan é o começo de tudo e Sharivan é um melhoramento desta, posso dizer que Shaider é o encerramento decepcionante da trilogia. Se Gavan primava pela ação incessante e o carisma de Kenji Ohba e Sharivan prendia a atenção com tramas que flertavam com o suspense e o terror, Shaider aposta em tramas repetitivas e mal-desenvolvidas. Interessante notar que premissas que funcionaram perfeitamente em Sharivan (episódio 21) se repetem várias vezes em Shaider de forma pouco eficiente (episódios  40, 41 e 44 ).

O herói Dai Sawamura (interpretado pelo falecido Hiroshi Tsuburaya) não é carismático e sua parceira Annie (vivida pela bela Naomi Morinaga) rouba a cena fácil. Os vilões são os mais fracos da trilogia e nunca convencem como ameaça real, mesmo que o roteiro diga o contrário nos últimos episódios. Episódios finais que são arrastados e preguiçosos como toda a série.















O mote principal (Shaider seria a reencarnação de um antigo guerreiro chamado - risos - também de Shaider) é fraquíssimo e não serve pra botar uma pressão na bagaça. Ao contrário das séries anteriores, os últimos episódios de Shaider são de dar sono. Os embates finais com os vilões são breves e o encontro entre os policiais do espaço, que poderia ter sido épico, como o de Gavan e Sharivan na série do segundo, aconteceu apenas em um especial mais ou menos realizado depois, onde os tiras apenas relembram momentos importantes (ou não) de sua séries e fazem juntos a cena de transformação.

Assistindo Sharivan e Jaspion, fica difícil crer que Shaider foi realizado entre as duas séries. Shaider é clima fim de festa com os episódios seguindo o mesmo esquema e reviravoltas comuns no gênero. Se me pedirem para indicar o melhor  episódio, eu sinceramente não saberia dizer qual. O marasmo é tanto que a série segue com os mesmos vilões caídos do inicio ao fim. Algo interessante até ameaça acontecer no episódio 28, mas, infelizmente, não se concretiza.




Shaider foi o final aborrecido e sem graça de um belo conceito desenvolvido pela Toei Company. Fechou a trilogia dos policiais do espaço com chave de latão… 

Mas pra não dizer que tudo é perdido tem a trilha do mestre Chummei Watanabe, As músicas com a voz do grande Akira Kushida, a armadura bonita do herói e, claro, a maravilhosa Naomi Morinaga em grande momento. A protagonista moral






Espalhe:

Marc Tinoco

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