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Cultura Pop A Rigor na Colab55

Review – O Som do Silêncio

O Som do Silêncio

Título original: The Sound of Metal
Direção: Darius Marder
Elenco: Riz Ahmed, Olivia Cooke, Paul Raci, Lauren Ridloff, Mathieu Amalric
EUA, 2019


Estreia do diretor e roteirista Darius Marder, O Som do Silêncio conta a história de Ruben (Riz Ahmed), baterista de uma banda de Rock, que perde sua audição. O filme acompanha o processo de aceitação de sua nova realidade, que passa por sentimentos como raiva, impotência, além de uma série de decepções.

Ruben vive em trailer com Lou (Olivia Cooke), vocalista e guitarrista da banda. O casal viaja pelos Estados Unidos, vivendo de shows em bares e a venda de álbuns e camisetas. A perda de audição aparece repentinamente, pegando Ruben e Lou de surpresa, no meio de uma turnê. A princípio, ele tenta ignorar o problema, mas a perda é tão ostensiva que torna seu trabalho como músico inviável.


Através do design e edição de som impecáveis, conseguimos submergir na vivência de Ruben. E aí vale destacar também o trabalho intenso e minucioso de Riz Ahmed. Ruben é um personagem, como fica subentendido, já bastante ferido pela vida. Enquanto, quando se sente desorientada, Lou pode se recompor na casa de um pai amoroso (e bem financeiramente), Ruben não tem raízes, seu únicos referenciais são justamente tocar bateria, Lou, a banda. Dessa forma, o personagem é um grande mix de emoções, com explosões de desespero e raiva, mas na maior parte do tempo é introspectivo e sensível.


Quando percebe que não poderá continuar com a turnê, Ruben encontra como solução para sua deficiência: um tratamento médico bastante caro. Enquanto tenta juntar dinheiro, ele procura ajuda em  uma comunidade de pessoas surdas. No entanto, o local possui uma percepção muito diferente sobre a surdez. Enquanto, Ruben se sente traído e derrotado por seu próprio corpo e busca uma “cura”, uma forma de retomar sua vida, como era antes da surdez, o objetivo da comunidade é a aceitação. 


O Som do Silêncio poderia facilmente cair no melodrama fácil, explorando o sofrimento do protagonista e terminando em algum momento de “superação”, porém opta pela visão anti-capacitista. Sendo assim, o que importa aqui é a trajetória de autoconhecimento de Ruben e como ele aprende a viver como surdo. 


Vou deixar para vocês a opinião de uma pessoa surda sobre a abordagem do filme e alguns detalhes que talvez, nós que ouvimos, podemos deixar passar despercebido (só clicar no twitt para ler a thread completa)


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Autora: DRI TINOCO

Apaixonada por música, cinema e gatinhos. 

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