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Quadrilogia Sister Street Fighter

Como prometido, vou comentar a quadrilogia Sister Street Fighter, que assisti recentemente. Cabe antes escrever um pouco sobre a estrela da franquia, a bela Etsuko Shihomi (Sue Shiomi, internacionalmente).


Etsuko foi membro do JAC (Japan Action Club). Fundada por Sonny Chiba, o JAC é uma famosa escola de dublês que também teve em seu elenco nomes como Hiroyuki Sanada, Kenji Ohba, Hiroshi Watari, Hikaru Kurosaki, entre outros. 

Etsuko apareceu em vários filmes com Chiba e os companheiros do JAC, estrelando boa parte das produções. Paralelamente, ela também manteve uma carreira musical entre 1975 a 1984. Em 1986, ela conheceu o cantor e ator Tsuyoshi Nagabuchi no set do filme Tora-san’s Bluebird Fantasy e, em 1987, os dois se casaram. Etsuko, então, se aposentou das telas, passando a se dedicar a carreira de escritora e também a obras de caridade. Sua filha, Ayane Nagabuchi, seguiu a carreira de atriz.

Agora, vamos aos filmes:

Sister Street Fighter

Onna Hissatsu Ken
Direção: Kazuhiko Yamaguchi
Elenco: Etsuko Shihomi, Sonny Chiba, Emi Hayakawa, Masashi Ishibashi, Sanae Ôhori, Bin Amatsu, Hiroshi Miyauchi
Japão, 1974


Depois que seu irmão desaparece enquanto investigava o tráfico de drogas do Japão para Hong Kong, a agente Koryu Lee se envolve no caso. Apesar do título internacional, Sister Street Fighter não tem qualquer relação com a franquia Street Fighter, estrelada por Chiba (este até aparece nesse primeiro filme, mas interpretando outro personagem). Este foi o primeiro filme de Etsuko como protagonista. Se Chiba vive um anti-herói em Street Fighter, Shihomi interpreta uma heroína típica, que tem mais a ver com os filmes do Bruce Lee.


Sister Street Fighter não tem aqueles momentos exagerados como os filmes estrelados por Chiba (tripas arrancadas e afins), mas as cenas de pancadaria não deixam a desejar. Etsuko atua com segurança e desenvoltura em suas cenas de luta. O fã de filmes de artes marciais certamente não vai se decepcionar.


Sister Street Fighter: Hanging By a Thread

Onna Hissatsu Ken: Kiki Ippatsu
Diretor: Kazuhiko Yamaguchi
Elenco: Etsuko Shihomi, Yasuaki Kurata, Masashi Ishibashi, Tamayo Mitsukawa, Michiyo Bando, Hisayo Tanaka
Japão, 1974



Em sua segunda aventura, Koryu Lee retorna ao Japão para procurar uma amiga que está nas mãos de traficantes de joias. Koryu se instala na casa de sua irmã, que tem envolvimento com o chefe do grupo criminoso.

Ao contrário dos filmes estrelados por Chiba, as sequências de Sister Street Fighter parecem remakes do anterior (algo meio como as continuações de Esqueceram de Mim, sacou). Também não existe uma continuidade e atores dos filmes anteriores retornam em outros papéis e fatos ocorridos antes jamais voltam a ser mencionados. Esse segundo filme, porém, é o melhor da série, pois parece uma versão melhorada do primeiro.


As lutas estão ainda melhores e Shihomi ainda mais espetacular em suas cenas. Pelo Japão ser um pais bem machista e a heroína estar lidando com uma quadrilha formada por homens que utilizam mulheres como mulas, a produção ganha aspectos bem interessantes.


Dessa vez Shihomi divide a cena com Yasuaki Kurata, mas (diferente do que ocorre com a presença do professor Chiba no filme original), o ótimo clímax fica todo nas mãos da moça, que enfrenta os dois vilões principais.




Return Of The Sister Street Fighter 

Kaette Kita Onna Hissatsu Ken
Direção: Kazuhiko Yamaguchi
Elenco: Etsuko Shihomi, Yasuaki Kurata, Masashi Ishibashi, Mitchi Love, Akane Kawasaki, Miwa Cho
Japão, 1975


Dessa vez, Koryu Lee investiga o sumiço de uma prima, Shurei, a pedido de um primo, que acaba assassinado. Antes de morrer, ele confia a filha da sumida à Koryu, que volta ao Japão para investigar o caso.

E chegamos a terceira aventura da agente Koryu Lee. Se o segundo filme parece uma versão melhorada do primeiro longa, esse aqui é uma versão mais fraca dos dois anteriores. Ainda é um bom filme, com boas cenas de lutas e inimigos ainda mais bizarros, com péssimo gosto pra roupas.


O que pega aqui é mesmo a repetição (com o personagem de Yasuaki Kurata abusando do mesmo expediente, apesar de ter outro nome, e a heroína confirmando ser péssima para salvar alguém), mas ainda é diversão das boas para quem quer ver uma boa pancadaria.


Sister Street Fighter Fifth Level Fist 

Onna hissatsu godan ken
Diretor: Shigehiro Ozawa
Elenco: Etsuko Shihomi, Mitchi Love, Tsunehiko Watase, Ken Wallace, Claude Gagnon, Masafumi Suzuki
Japão, 1976


Kiku (hehehe) descobre que Jim, meio-irmão de sua meia-irmã Michi, é um assassino a serviço de traficantes. Quando ele é assassinado por saber demais, Kiku (hehehe) e Michi querem vingança, mas o oficial Takagi, quer Kiku (hehehe, desculpa) longe do caso.

Aqui temos um caso Jaspion 2. Shihomi não vive a mesma personagem dos anteriores, mas foram lá e tacaram um Sister Street Fighter no titulo internacional. “Dane-se é a mesma atriz”, devem ter pensado.

Ao contrário dos filmes anteriores, que o fiapo de roteiro é desculpa para pancadaria após pancadaria, temos aqui um roteiro mais elaborado e uma preocupação em desenvolver personagens. E esse é o grande problema, pois acabam esquecendo que o essencial nesse tipo de filme é a porrada!


Então temos uma grande perda de tempo com a relação dos meio-irmãos, o pai de Kiku querendo lhe arranjar casamento e o oficial galante tentando mantê-la afastada do caso com um papinho bem machista. O negócio é bem arrastado. Shihomi só vai entrar em ação quando falta uns 20 e poucos minutos pro final do filme!

E quando, enfim, a porrada começa a cantar, deixa muito a desejar. Apesar do empenho de Shihomi, o diretor Yamaguchi fez falta para botar um pouco de ordem na bagunça e oponentes um pouco melhores. Esse aqui vale unicamente para ver Shihomi em ação e mostrando que também não é má atriz.

Pra terminar, descobri no Você Tubo um vídeo bem bacana que mostra os membros do JAC dando umas voltas por São Paulo. Vejam o quarteto formado por Sonny Chiba, Hiroyuki Sanada, Kenji Ohba e Etsuko Shihomi vivendo altas aventuras. Fazem a esperada visita a escola de samba, com Shihomi “sambando” e rodando um pandeiro e Sanada evoluindo com uma mulata, brincam com armas de fogo e provam, sem medo, um churrasquinho na rua!


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Autor: MARC TINOCO

Cinema, música, tokusatsu e assuntos aleatórios não necessariamente nessa ordem. 

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