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Review - A Bruxa

 A Bruxa

The Witch

Direção: Robert Eggers
Elenco: Anya Taylor-Joy, Ralph Ineson, Kate Dickie, Harvey Scrimshaw, Ellie Grainger, Lucas Dawson, Bathsheba Garnett, Julian Richings, Sarah Stephens, Wahab Chaudhry (voz)
EUA, Canadá, Reino Unido, Brasil. 2015



A Bruxa é o que alguns podem chamar de terror psicológico ou terror de arte. Para mim, é simplesmente terror. A questão é que como o filme não recorre ao jumpscare, de grande parte dos filmes de terror atuais, não agradou muito o público médio de cinema (a nota dele no Filmow é prova)

Dirigido por Robert Eggers, que ganhou o prêmio de melhor diretor por esse filme no Festival Sundance, considero a Bruxa um dos melhores filmes do gênero que vi nos últimos tempos, juntamente com o australiano O Babadook. A Bruxa tem o brasileiro Rodrigo Teixeira na produção e conferi no cinema, graças ao pessoal do Cineclube Rã Vermelha. O filme, no geral, foi bem recebido ela crítica, mas dividiu as opiniões do público.



A trama se passa na Nova Inglaterra no ano de 1630, quando uma família cristã, formada pelo casal William e Katherine e suas cinco crianças, é expulsa de sua antiga comunidade e vão morar a beira de uma floresta. O terror começa quando o filho recém-nascido desaparece e a colheita morre, a família começa a se desestruturar. A questão é o que estaria por trás do que está acontecendo com a família? Há um mau escondido no bosque? Ou seria a filha mais velha, Thomasin, a própria fonte desse mau?

Uma tensão cresente acompanha todo o filme. Além disso, a recriação do século XVII é perfeita, assim como a atmosfera sombria que a fotografia do filme coloca. A trilha sonora também não faz feio.



O elenco todo está ótimo. O casal interpretados pelos ingleses, ambos estiveram em Game Of Thrones, Ralph Ineson e Kate Dickie, captam bem as transformações que os acontecimentos trazem a suas personagens, na relação com suas crias. Aliás, a personagem de Kate aqui não é menos perturbada que sua Lysa Arryn de GOT. Destaque também para todo o elenco mirim, os pequenos Harvey Scrimshaw, Ellie Grainger e Lucas Dawson são excelentes. 

E, claro, chama a atenção a protagonista, Anya Taylor-Joy, como Thomasin, que consegue construir uma personagem dúbia, ora doce, ora agressiva. Bela e talentosa atriz e modelo Argentina-Britânica, nascida nos Estados Unidos, tem tudo para crescer no cinemão estadunidense. Ela vem aí com Split (Fragmentado, deve ser o título aqui) dirigido por: M. Night Shyamalan.



Seu nome ainda está rolando em boatos sobre um possível filme dos Novos Mutantes pela Fox, em que ela seria Illyana Rasputin, a Magia, irmã de Colossus; Maisie Williams, a Arya de Game of Thrones, seria Lupina. Enfim, acompanharemos a carreira da jovem atriz.

Voltando A Bruxa, outro ponto de destaque é Black Phillip, sem dúvida um dos melhores vilões do cinema nesse ano. Os minutos finais do filme são de arrepiar, principalmente porque você não pode prever o que vai acontecer.

Algumas curiosidades: O filme está fazendo tanto bafafá que Stephen King já elogiou a película, e a congregação satânica The Satanic Temple gostou tanto da produção que vem organizando sessões gratuitas para seus seguidores. 



O diretor Eggers já foi questionado sobre uma sequência e para minha alegria ele disse:

 “Eu acho que estou roubando as palavras de outro diretor que eu não posso falar o nome, mas se eu quisesse saber o que acontece após a última cena da produção, eu teria feito uma película mais longa.”
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Autor: DRÉ TINOCO

Professor de Geografia, cinéfilo nas horas vagas 

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