Vampirella

Direção: Jim Wynorski
Elenco: Talisa Soto, Roger Daltrey, Richard Joseph Paul, Brian Bloom.
EUA, 1996.


Dia desses lembrei que o Roger Corman produziu um filme da Vampirella com a Talisa Soto (Mortal Kombat) lá nos meados dos anos 90. Num intervalo de uma maratona com os filmes indicados ao Oscar, aluguei-o na "Locadora".

O grande problema de boa parte das adaptações de quadrinhos para cinema/TV antes dos anos 2000 é que Hollywood acreditava que era possível realiza-las com o troco que sobrava do dinheiro da pinga. Produzido por Roger Corman (que já havia bancado a lendária adaptação de QUARTETO FANTÁSTICO dois anos antes) para o canal a cabo Showtime em 1996, o filme até tem…hã…uma certa fidelidade a história original, mas o orçamento baixíssimo compromete o tempo todo. As cenas em Drakulon, no espaço e mesmo as transformações em morcegos são hilariantes de tão constrangedoras, assim como as cenas de ação.



Os habitantes de Drakulon são vampiros que se alimentam dos rios orgânicos de sangue que correm pelo planeta. Vlad (interpretado por Roger Daltrey, vocalista do The Who) começa uma rebelião e termina capturado e levado ao conselho de governantes para ser julgado. Numa cena que me lembrou muito (risos) O Homem de Aço do Zack Snyder, Vlad é libertado por seus seguidores e aniquila os líderes do lugar. Vlad tem sorte maior que Zod e seu grupo e não são presos em caralhinhos voadores, mas escapam para a Terra, chegando 30 séculos antes da nossa era.

Ella (Talisa Soto), a filha do líder assassinado, jura vingança e parte atrás do vilão. Por causa de contratempos (que me lembraram o clássico oitentista Força Sinistra), ela chega na Terra na época atual.

Assumindo o codinome de Vampirella, ela descobre que Vlad e seus seguidores já contaminaram boa parte da população, e se junta a uma organização de caça- vampiros, liderados por um descendente de Van Helsing.

Sou fã da beleza de Talisa Soto em filmes como 007- Permissão Para Matar, Os Reis do Mambo, Don Juan de Marco e Mortal Kombat e achei uma boa escolha para o papel. Tem uma rapaziada por aí que diz que ela não tem os atributos necessários. Lembrei da princesa Kitana se engalfinhando com o Liu Kang e perguntei pra mim mesmo: COMO ASSIM?!


Talisa tem charme e exuberância e, mesmo com um “uniforme” que faz parecer que não está interpretando uma personagem dos quadrinhos mas fantasiada para algum bloco de Carnaval, ela consegue emprestar alguma dignidade ao papel. Vampirella é valente e não é nada tonta, indo na contramão de alguns filmes que retratam as heroínas de um modo meio bocó, como Supergirl.

Na época do lançamento, o roteirista Gary Gerani avisou que o uniforme clássico da personagem seria modificado. Sim, interessante notar que o uniforme das fotos de divulgação é bem parecido com o dos gibizinhos, mas no filme vemos um mais comportado, provavelmente para os peitinhos de Talisa não ficarem saltando pra fora na hora das lutas.

Ao contrário do Quarteto Fantástico anos 90, que tenta fazer graça o tempo todo com piadinhas horríveis, e apesar de um Roger Daltrey caricato ao extremo, como boa parte dos vilões de filmes baseados em quadrinhos realizados na época (ele ainda canta uma música da trilha), o tom da bagaça é sério e o humor aqui é todo involuntário mesmo.


Apesar de ser uma produção televisiva, chegam a aparecer uns peitinhos no longa, pois é um filme do Jim Wynorski, mas não fique muito animadinho que Vampirella não mostra os seus, apenas as vampiras malvadas. Em verdade, faltaram umas cenas onde Vampirella pudesse destilar sua sensualidade, tipo as que Anne Parillaud teve em Inocente Mordida.

Certeza que Talisa e a personagem mereciam um filme melhorzinho, mas se você é fã dela, de sua beleza, e curte assistir de vez em quando, sem culpa, uns filmes trash até a medula, vale a visita.


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Marc Tinoco

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