Perdido em Marte

The Martian
Direção: Ridley Scott
Elenco: Matt Damon, Jessica Chastain, Chiwetel Ejiofor, Jeff Daniels, Eddy Ko, Michael Peña, Kate Mara, Aksel Hennie, Sean Bean, Donald Glover, Kristen Wiig, Sebastian Stan, Mackenzie Davis.
EUA, 2015


O cinema estaduninense é especialista em histórias em que o protagonista, ou um pequeno grupo de pessoas, se vê por sua própria conta, em um lugar ermo, lutando por sua própria sobrevivência. Gravidade, O Naufrago, Até o Fim, A Perseguição, 127 Horas, Na Natureza Selvagem, O Regresso (também indicados ao Oscar 2016) são alguns exemplos. Dirigido por Ridley Scott, Perdido em Marte acompanha Mark Watney (Matt Damon), botânico e astronauta da NASA, em missão a Marte. 


A equipe liderada por Lewis (Jessica Chastain), recolhe amostras do solo do planeta vermelho, quando uma tempestade de areia provoca um acidente que separa Mark do grupo. Julgando que ele não teria como sobreviver, os astronautas partem. Contudo, Mark sobrevive. Sem comunicação com a Terra e limitada quantidade de suprimentos, o astronauta precisa usar seus conhecimentos científicos para resolver problema após problema, a fim de se manter vivo, até seu possível resgate. Ou como Mark afirma em determinado momento do filme, ” I’m gonna have to science the shit out of this”.


Apoiado nos vibrantes e harmoniosos tons de laranja, azul e branco da fotografia e cenários, na trilha sonora disco e no carisma de Matt Damon ao construir o bem-humorado astronauta, a melhor sacada de Perdido em Marte é optar por um tom leve, seguindo o caminho da aventura, com toques de humor, que lhe conferem “personalidade” própria e o deixam bem diferente de outras recentes ficções científicas sobre sobrevivência no espaço, o ótimo e oscarizado Gravidade e o mediano Interestelar.


Perdido em Marte é, em suma, um filme otimista quanto a humanidade. Embora, eu não seja tão otimista assim, não deixa de ser bacana ver países, pessoas de várias etnias, se unindo para usar a ciência para trazer o astronauta de volta à Terra. Ainda mais ao som de Starman, de David Bowie. Aliás, em tempos de discussões sobre representatividade em Hollywood, apesar de Perdido em Marte ter um protagonista branco, vale destacar o elenco plural, com atores europeus, asiáticos, latinos e afrodescendentes. Provavelmente, resultado das críticas que Scott sofreu por seu Egito quase que inteiramente caucasiano em Êxodo: Deuses e Reis.


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Dri Tinoco

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