Deadpool

Direção: Tim Miller
Elenco: Ryan Reynolds, Ed Skrein, Morena Baccarin, T.J. Miller, Brianna Hildebrand, Gina Carano
EUA, 2016


Poizé galera, tiramos no palitinho aqui na redação do CPR e eu fui ao cinema conferir o filme do Deadpool, amalgama do Homem-Aranha e Exterminador “criado” pela dupla Rob Liefeld (argh!) e lixeiro Fabian Nicieza (urgh!) nos “saudosos” anos 90, para fazer a resenha.

Eu conheci o personagem nos gibizinhos dos X–Men da Abril, quando ele surgiu coadjuvando nas “maravilhosas” histórias da X–Force, trabalhando para um tal Tolliver, que era inimigo do Cable. Depois eu voltaria a encontra-lo no mix da revista Marvel 97 (ou 98, sei lá, não lembro), onde suas histórias já apresentavam algumas características que o tornariam famoso nas páginas nerds do Feicibuqui, como o anti-herói zueiro.



A primeira aparição do Deadpool no cinema se deu no primeiro filme solo do Wolverine (bleeergh!), onde ele, “interpretado” por Ryan Reynolds, parecia mais o Baraka do Mortal Kombat. Depois de pagar mico no filme do Lanterna Verde (que, como não sou decenauta, só vi via Trailer Honesto), Reynolds decidiu que conseguiria sua redenção junto aos fãs de quadrinhos levando Deadpool novamente aos cinemas, dessa vez com fidelidade ao material original. 

Com um teste de efeitos vazado, onde Deadpool aparecia como nos gibizinhos pra delírio dos fãs - risos - do personagem, Reynolds pressionou na Fox e conseguiu o que queria: Filme de baixo orçamento, fiel as HQ’s e com classificação R. O resultado? Muito sucesso. Reynolds atingiu a meta, e agora vai dobrar a meta.


Mas vamos falar do filme. Galerinha foi à loucura com a bagaça  e eu aceitei minha ingrata missão de ir ao cinema assistir um filme com uma criação da dupla Liefeld e Nicieza e ver se era tudo isso mesmo. Se não, pelo menos teria a Morena Baccarin.

Well, Deadpool é divertido, mas pra…

Muito se falou na violência, com cabeças cortadas, muitos tiros e sangue jorrando. Isso já não impressiona tanto um cara como eu, que já viu os filmes do Machete e as adaptações dos quadrinhos do Mark Millar por Matthew Vaughn. O que gostei mesmo foi da quebra da quarta parede (recurso que curto muito e geralmente rende ótimos filmes), zoando com o próprio filme, com as demais produções da Fox, o passado tenebroso de Reynolds e tudo o mais. Muito bom também as cenas em que o sexo é retratado sem nenhum moralismo e o Colossus mané.


Enfim, o filme funciona perfeitamente quando sabe que está contando uma história simples, sem firulas, e a porra louquice está em cena. Quando não se preocupa com o politicamente correto, ou mostrar nudez ou simplesmente que o mercenário tagarela não tem preconceitos na hora do sexo, mas escorrega um pouco quando tenta ser mais do que é, sério e dramático, e se rende aos clichês do gênero que tanto zoou, como o confronto final grandiloquente com a mocinha em perigo.

OBS: Um bando de gente levanta das cadeiras antes de terminar os créditos finais de Deadpool. Não faça o mesmo, principalmente se você é fã de um certo clássico da Sessão da Tarde, que também tem quebra da quarta parede.


Espero que o sucesso dessa bagaça inspire a Warner soltar um filme com classificação R do Lobo (e pensar que até pouco tempo o The Rock estava interessado no personagem), a Marvel a nos presentear finalmente com um Homem–Aranha bem zueiro, como nas antigas HQ’s, e a Fox a fazer um filme onde as garras do Wolverine tirem sangue, porra! Mas eu acho que o que vai acabar saindo mesmo é um filme do Youngblood, risos.



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Espalhe:

Marc Tinoco

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