Como vocês devem saber ou não, na semana passada um dos livros mais aguardados de todos os tempos foi finalmente lançado: MDM mais ou menos 50.


Na verdade, se trata de uma Graphic Novel. Ei, se dizem por ai que aquele material da Marvel e da DC que Salvat e a Eaglemoss vem lançando são Graphic Novels, podemos dizer que o livro do MDM também é uma, não? Bem, o livro foi vendido semana passada no evento da FIQ, em BH, pela bagatela de R$ 5,00 (sim, o lucro não é importante para eles). Como sou um duro, não fui a Belzonte e li o material que eles disponibilizaram no ISSUU mesmo.

Well, não deve ser segredo para ninguém que uma das minhas principais influências quando fundei o CPR aqui com meus cúmplices foi o MDM (ao lado das revistas MAD). Nunca me levei a sério e muito menos o entretenimento. Quando conheci o site, curti de cara o humor dos caras, a linguagem e aquele lance de não postar a notícia somente por postar e ter uma opinião bem sincera acerca de tudo, sem meias-palavras. Os caras sacam muito e não se acham, A área de comentários por lá também é um show à parte e eu mesmo já comentei ali algumas vezes, uns bons tempos atraixxx, quando conheci o site ainda na era do inominável.



O MDM mais ou menos 50 não é para quem caiu de paraquedas no site procurando noticias do astro Michael Dudikoff. É mesmo para quem acompanha, os leitores e ouvintes do podcast do Melhores do Mundo. O livro tem todas aquelas piadinhas internas que adoramos (como a piada do caçador e do urso e o largato de pinto), e as referências (cristãs, junguianas ou não) a quase todo mundo que já fez ou faz parte do sétimo maior blog de 2007 em seus mais de 10 anos de existência.

Com prefácio do chegas Sidney Gusman, o livro mistura vários estilos de arte e roteiro. Apreciei todas, mas minhas favoritas foram a impagável Um Adversário à Altura de um Medonho Bandido, MDM Ano 0,5, Finish Him e Para Sempre Crianças. As histórias curtas, as paródias de capas de gibis famosos e o MDMail no estilo das antigas seções de cartas das revistinhas de super-heróis também ficaram fodas. Tem uns errinhos de português aqui e acolá, mas sabemos que o Change erra (ou o corretor do Word).

Fica aí a pedida por outros futuros livros que explorem ainda mais esses “personagens”, uma vez que ficamos meio privados de tipos super-heroísticos desse calibre desde o fim daquelas paródias de super-heróis nos antigos gibis dos Trapalhões. Enfim, quem está por dentro do que é o MDM vai curtir muito todas as auto referências e sacar todas as piadas. Material para fã nenhum botar defeito.


O MDM mais ou menos 50 só não ficou melhor do que a versão trote liberada no sábado, com o grande sucesso do Figueroas, que eu baixei:


Espalhe:

Marc Tinoco

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