No último fim de semana revi, via Netflix,  o sensacional longa animado Heavy Metal - Universo em Fantasia, baseado na famosa revista Heavy Metal. A animação reúne várias histórias de fantasia, terror e ficção científica, carregadas de violência e erotismo, ao som de muito rock and roll.


Tudo começa com um astronauta retornando para casa, em um corvette. Ele leva consigo um presentinho bem inusitado para a filha: Loc-Nar. Loc-Nar é uma esfera verde-fluorescente viva, e também a personificação do mal absoluto. Logo de cara, ela faz purê do mané e passa a atemorizar a garota ao mesmo tempo em que conta para ela as vezes em que espalhou sua influência maligna pelos mais diversos mundos. É a deixa para as historinhas.

No noir futurista Harry Canyon, um motorista de taxi de New York salva a vida de uma mulher que possui a Loc-Nar e que pretende vende-la a criminosos. Muito bom e o final é um dos mais bacanas.

Em Den, de Richard Corben, um menino recebe uma descarga elétrica e, em vez de começar a correr rapidinho, vai para outra dimensão, cheia de mulheres voluptuosas. Transformado em um guerreiro musculoso, ele salva uma moçoila de ser sacrificada para Loc-Nar e se mete em altas confusões.

Depois presenciamos o julgamento do Capitão Sternn, de Bernie Wrightson, onde uma testemunha de defesa se transforma num monstro furioso disposto a esmagar o acusado num dos episódios mais nonsense da antologia.

Em seguida vem a curtinha B-17, de Dan O` Bannon, onde o terror está a bordo de um avião militar com muitos zumbis, e a escrachada So Beautiful & So Dangerous, onde uma nave espacial surge sobre o Pentágono e rapta a secretária, que transa com um robozinho safadão enquanto outros dois tripulantes cheiram uma carreira e “viajam” pelo espaço.

Mas a minha história favorita é a última, Taarna. Loc-Nar conseguiu exterminar quase toda a raça humana e a guerreira Taarna deve se vingar. Violento e belíssimo, esse curta faz a ponte com a sequência inicial do longa e o encerra de forma magistral.

Animação para adultos com uma trilha sonora sensacionalmente foda, teve uma sequência em 2000 intitulada Heavy Metal 2000, com a voz de Julie Strain. Não supera o original, mas ainda passa.

Mas então, som na caixa:

Radar Rider – Riggs

Veteran of the Psychic Wars – Blue Öyster Cult

True Companion – Donald Fagen

Heartbeat – Riggs

Blue Lamp – Stevie Nicks

Open Arms – Journey

Reach Out – Cheap Trick

Heavy Metal (Takin’ a Ride) – Don Felder

Queen Bee – Grand Funk Railroad

I Must Be Dreamin – Cheap Trick

Crazy (A Suitable Case for Treatment) – Nazareth

All of You – Don Felder

Heavy Metal – Sammy Hagar

Prefabricated – Trust

Mob Rules – Black Sabbath

Through Being Cool – Devo

Working in the Coal Mine – Devo


Espalhe:

Marc Tinoco

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