Eu, Marc e Dré conferimos no ultimo domingo, 13, o histórico show de reunião do Black Sabbath.



 Tentei escrever na segunda-feira este post, mas desisti, pois queria fazer um texto bacana, sem me perder em adjetivos e efusividade. Não dá. Ao menos, eu não consigo. Me parece que qualquer tentativa de descrição soa superficial. Enfim, sei que é um puta clichê, mas não tenho como colocar em palavras, o que senti durante esse show. Este foi o melhor que consegui:

Como não somos vipinhos, muito menos vipões, nos esprememos lá na pista mesmo. Quanto a organização, exceto pelos preços abusivos de bebidas e alimentos, como já de praxe em eventos desse porte, tudo correu bem (eu, ao menos não tenho queixas conta a estrutura e também não presenciei nenhum incidente digno de nota), inclusive sem nenhum atraso para o inicio. Cerca de 35 mil pessoas estiveram por lá.



O Megadeth, banda que, aliás, gosto bastante, abriu os trabalhos, fazendo um show curto, como pede um show de abertura, e apostando nos seus clássicos. Kingmaker foi a única do recente álbum, Super Collider. Olha aí o setlist:

 

1- Hangar 18

2- Wake Up Dead

3- In My Darkest Hour

4- Kingmaker

5- Sweating Bullets

6- Tornado of Souls

7- She-Wolf

8- Symphony of Destruction

9- Peace Sells

Bis

10- Holy Wars… The Punishment Due

 

Show preciso e direto, que fez mais do que cumprir a tarefa de aquecer o publico, com a galera entoando todas as músicas à plenos pulmões. Alguns destaques:

 # Foda ouvir ao vivo a incrível velocidade de Dave Mustaine na guitarra, sua marca registrada. Não é à toa que é um dos melhores guitarristas em atividade. 

 # O segundo guitarrista da banda, Chris Broderick e o “duelo” de velocidade, travado entre o músicos, durante She-Wolf.

# O belo show gráfico nos telões, com imagens pertinentes às músicas. E rolou até cena de Quanto Mais Idiota Melhor 2 🙂

 # A entrada da caveira mascote Vic Rattlehead, trajada como um general de guerra, em Pearce Sells

# O coro do publico, cantando o nome da banda, no ritmo de Symphony of Destruction. Pra vocẽs terem um gostinho:

 Algum tempo depois do Megadeth encerrar fodásticamente com Holy Wars (não sei a hora, vc acha que eu iria ficar olhando o relógio?), surge uma voz, em meio ao palco escuro, incentivando a plateia em um coro de Ôoo-ôoo-ô-ô. Era nosso comedor de morcegos preferido, Ozzy Osbourne. Em seguida, ouve-se sirenes de ataque aéreo. Você pensa: “agora, a porra ficou séria”. Tem inicio assim  War Pigs e a embasbacante performance do Sabbá Negro, recheada dos poderosos clássicos da banda, além de Age Of Reason, End of the Beginning e God Is Dead?, do novinho álbum 13:

 


1- War Pigs

2- Into the Void

3- Under the Sun/Every Day Comes and Goes

4- Snowblind

5- Age of Reason

6- Black Sabbath

7- Behind the Wall of Sleep

8- N.I.B.

9- End of the Beginning

10- Fairies Wear Boots

11- Rat Salad

12- Iron Man

13- God Is Dead?

14- Dirty Women

15- Children of the Grave

Bis

16- Paranoid

 

Presenciar o Black Sabbath em sua formação (quase) original, com o Madman, Ozzy (vocal), Tony Iommi (guitarra) e Geezer Butler (baixo) é algo histórico, e mais do que isso é totalmente indescritível a emoção de ver estas lendas vivas e ouvir o som dos caras, tudo isso junto com mais de 30 mil fãs, de todas as idades, cantando cada canção.  Vamos ao destaques:

 # Se engana quem pensa que Ozzy é um vovô senil. O cara mostrou que não lhe falta fôlego. Showman que é, super carismático e descontraído, Ozzy contagiava  o publico. Impossível não cantar ainda mais alto quando o Príncipe das Trevas dizia não nos escutar ou obedecer, quando pedia “let’s go crazy“? 

# A guitarra solene e profunda de Tony Iommi, em solos arrepiantes. Iommi que, além de tudo, é cara muito foda. Quando jovem, ele precisou trabalhar na indústria metalúrgica, onde sofreu um acidente, em que teve as pontas do dedo médio e do anelar, da mão direita, decepados em uma máquina. Entretanto, não desistiu da guitarra e utiliza próteses. Lembrando também que a cerca de dois anos, Iommi luta contra o câncer de próstata. O verdadeiro Iron Man.



# O peso do baixo de Geezer Butler, que faz solo entre Behind The Wall Of Sleep e N.I.B

# No álbum 13, quem toca é o baterista do Rage Against The Machine, Brad Wilk. Na turnê, foi recrutado Tommy Clufetos, que já companha Ozzy nos shows solos e não faz feio. Aliás, longe disso, o cara manda um solo sensacional de mais de cinco minutos em Rat Salad, enquanto os tiozinhos tomam uma água. Aliás, Clufetos substituiu o baterista original,  Bill Ward, que não participou da reunião por conta de divergências contratuais. 

 #Outro show nos telões. Teve Al Pacino de Scarface chafundando na cocaine, durante Snowblind e Bettie Page e outras famme fatales em Dirty Woman

 # O publico também mandou bem, entoando todas as músicas e ainda de braços erguidos durante quase toda a apresentação. Especial destaque para a galera cantarolando os riffs de Iron Man.

 # Quanto às músicas, não tem nem como destacar alguma, porque o show inteiro é perfeito. Também não há como se queixar que o clássicão Sabbath Bloody Sabbath só tem a introdução tocada, quando a Apoteose é  devastada por Paranoid.


 Um show histórico e emocionante, para ficar marcado na memória. Épico. Glorioso. Eu poderia ficar o resto da vida listando adjetivos, mas encerro por aqui, pois provavelmente só me sentiria da mesma forma, caso o Led Zeppelin retornasse. 

Espalhe:

Dri Tinoco

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