A pelúcia mais badass dos tokusatsus está quarentona. No dia 14 de abril de 1973, estreava no Japão, Fuun Lion Maru ou Poderoso Lion Man ou ainda, simplesmente, o Lion Man Laranja. 



Criação da extinta P-Protuctions, o Poderoso Lion Man faz parte do gênero Henshin Hero, o que significa que trata-se de um herói que se transforma em alguma coisa, no caso, um leão samurai. A série é continuação de Kaiketsu Lion Maru, o popular Lion Man Branco, de um ano antes.

Aqui no Brasil, Lion Man chegou tardiamente, sendo exibido em 1989, pela Rede Manchete. No Japão o leão branco fez sucesso, com 54 episódio, mas o laranja não conseguido repetir a façanha, resultando em apenas 25 episódios. Já aqui no Brasil, Kaiketsu Lion Maru teve apenas dez episódios exibidos.



Lion Man pode até ser, hoje em dia, zoado pela capenguice técnica,  mas a verdade é que, revendo a série recentemente, achei ela muito boa, uma das melhores, com seus tons dramáticos. Na trama, Dan Shimaru é um samurai de 21 anos que, após ter o irmão morto por um monstro humano da família Mantor do Diabo, parte para a batalha movido pelo desejo de vingança. 

Em nenhum momento é explicado a origem da peculiar habilidade do herói, o que só deixa tudo com ares de lenda ou folclore.  No Caminho, ele encontra o casal de irmãos  Shinobu e Sankichi, que procuram por seu pai desaparecido. 


Bastidores da série

Ao longo das aventuras, Shimaru também esbarra em outros felinos, como o Hyoba, o Jaguar e Joe Tiger, personagem que já havia aparecido em Kaiketsu Lion Maru. E assim os episódios se desenrolam, mostrando o percurso de Shimaru através do Japão, enfrentando os inimigos, até chegar a base de Mantor.




Lion Man Laranja é um tokusatsu deprimente. Uma série onde morrem crianças, personagens principais e até o alivio cômico. Muito diferente de outras séries da época e mesmo de outros tokusatsus que vieram depois Lion Man é cheia de melancolia.  

Outro ponto interessantes, que difere de outros tokusatsus, a dualidade de Shimaru, interpretado por Tetsuya Ushio (que também protagonizou o Lion Man Branco). Ele é um grande guerreiro, mas também tem um lado vulnerável. Durante a série, o herói se desespera ao perceber como os humanos eram, muitas vezes, tão corruptas quanto Mantor do Diabo e até demonstra medo do inimigo, afinal, por mais que ele derrotasse as criaturas de Mantor, a sensação é que mais e mais os inimigos dominavam o Japão. Nos tokusatsus dessa época era incomum mostrar esse lado mais humano dos protagonistas.



Coisa rara também mostrar que os seres humanos também podem ser ruins. Normalmente, nos tokusatsus, os humanos que se envolvem com os vilões estão sendo controlados, ameaçados ou foram enganados.



Em resumo, Lion Man é mesmo tosco. Visivelmente, a P-Production tinha um orçamento ainda mais reduzido que a Toei, que também não era lá muito alto, ainda mais nos anos 70. É impossível não rir dos monstros bisonhos que aparecem ou do próprio Mantor, que não passa de uma carinha de Trakinas desenhada no chão.  Porém, a qualidade das histórias superem tudo isso. Vale destacar também as boas lutas, afinal,  Lion Man era dádiva dos NINDJAS! 


Espalhe:

Dri Tinoco

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