Conan, O Bárbaro

Conan, The Barbarian

Direção: Marcus Nispel
Elenco: Jason Momoa, Rachel Nichols, Rose McGovan, Ron Perlman
EUA, 2011



Quando o novo Conan, o Bárbaro estreou nos cinemas nem me arrisquei. O trailer com aquele rockezinho sem-vergonha me desanimou bonito, sem falar que tudo nele (cenário, ação, figurinos…) me remeteu ao seriado da Xena. Deixei para conferir em casa.

Bom, não estava enganado. O troço é ruim mesmo. Dizem que é um filme de Conan. Podia ser até do Onan (quem viu TV Pirata lembra) ou do Hartan (O cimério chegou a ser chamado assim por aqui em uma época obscura). Em nenhum momento do filme você vai reconhecer o personagem criado por Robert E. Howard. O bárbaro interpretado por Jason Momoa poderia ter qualquer nome. Do cimério apreciador de belas mulheres e grandes batalhas, ele não tem absolutamente nada. Além de não fazer justiça ao Conan dos Quadrinhos e dos contos de Howard, é mesmo covardia comparar com a adaptação de 82.



O filme de John Milius não era uma adaptação totalmente fiel, mas era muito digna. Tinha a seriedade dos melhores filmes épicos com a trilha fabulosa de Basil Poledouris e diálogos que ficam na memória ("esmagar seus inimigos, vê-los caídos diante de seus olhos e ouvir os lamentos de suas mulheres"). O novo Conan é um fiapo de história entrecortada por péssimas cenas de ação e sangue gratuito (Marcus Nispel é diretor dos remakes de Massacre da Serra Elétrica e Sexta-feira 13).

O vilão de Stephen Lang é uma piada de tão caricatural. As belas mulheres são escassas (Quem lê Conan sabe que esse é um item muito importante e não faltava no filme com o governador). A bela Rose Mcgowan chega a beira do ridículo parecendo a filha do Baraka de Mortal Kombat. Os efeitos especiais, que poderiam ser um diferencial, são péssimos e a trilha sonora é uma marchinha sem empolgação alguma.



Muita gente na época do lançamento defendeu que Momoa lembrava mais o personagem. Nem isso. Em nenhum momento vi um vislumbre do cimério em sua atuação. Schwarzenegger falava pouco mas já transmitia a fúria do personagem em gestos e olhares.

Conan merecia um filme a altura de um Senhor dos Anéis e não uma produçãozinha classe Z como essa. Aguardando pelo verdadeiro retorno triunfal do personagem as telas o que, com o fracasso dessa coisa, deve demorar.


Espalhe:

Marc Tinoco

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